A cidade azul

Ninguém sabe ao certo o significado do azul que cobre a maior parte da Medina de Chefchaouen, no norte do Marrocos.

A algumas horas de carro de Tanger, uma estrada sinuosa leva à pequena cidade, fundada em 1471 como uma fortaleza. Desde então, já abrigou colônias de espanhóis e judeus. A região também é conhecida por suas cavernas e cachoeiras que se encontram nas redondezas, e pela maior plantação de cannabis do Marrocos.

Hoje, embora menos popular que Marraquexe, Fez ou Casablanca, ela é um ótimo destino para turistas – em sua maioria espanhóis, franceses e portugueses – que buscam um pouco mais de tranquilidade. Centenas de pequenos hotéis, lojas que vendem peças de artesanato local e restaurantes que servem comidas típicas marroquinas, como cuscuz e tagine, atendem os visitantes.

Aparentemente, a cor azul nas fachadas foi introduzida pelos judeus que lá se refugiaram do regime nazista na década de 1930. Há quem diga que a cor afasta os mosquitos. Outra teoria sugere que o azul simboliza o céu e o paraíso, remetendo à espiritualidade do povo muçulmano.

Apesar de alguns sinais de modernidade, como placas da Coca-Cola e celulares nas mãos de quase todas as pessoas, Chefchaouen, assim como uma fotografia, soube preservar o tempo.

Fotos: Marcelo Salvador

Marcelo Salvador

Formado em design gráfico, Marcelo descobriu o gosto pela fotografia trabalhando como editor de arte na revista Vogue. O que era hobbie virou paixão e, desde então, Marcelo anda sempre com uma câmera em mãos, registrando momentos, lugares e pessoas. Autodidata, divide aqui seus cliques pessoais preferidos.

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