Gen-Z yellow: o novo rosa millennial?

Cansada do onipresente rosa pálido dos millennials? Você não está sozinha. Universal, o amarelo da nova geração promete desbancar o pink e se tornar a cor favorita de 2018 – e além

Abra seu feed do Instagram e vai perder a conta de quantas fotos estarão pintadas com um rosa-bebê acinzentado, mais conhecido como rosa millennial. Batizado em homenagem à geração mais discutida dos últimos tempos, o tom tomou o mundo de assalto – desde lattes coloridos na nuance rosa-Barbie até geladeiras e pasta de dente, o millennial pink supersaturou quase todos os setores de bens de consumo. Apesar de a cor representar uma reinterpretação interessante de neutralidade de gênero e o feminismo girlish das redes sociais – aspectos particulares dos millennials – ela logo se tornou vítima do próprio sucesso. E conforme o tom perde popularidade, outra cor (ironicamente introduzido por uma geração mais nova) promete ser um antídoto para a invasão pink.

O amarelo da geração Z (nascidos entre meados da década de 90 até meio doa nos 2000) – que fica num espectro entre nuances de marigold até mostarda – promete ter força o suficiente para tomar o pódio do rosa e introduzir uma nova juventude. O termo foi cunhado por trend forecasters no ano passado para definir a cor que tem circulado perifericamente pela moda e cultura pop nos últimos tempos.

O golpe final para consolidação do Gen-Z yellow foi dado neste ano, por ninguém menos que Beyoncé. Como primeira mulher negra a ser headliner do Coachella, a cor pontuou a performance histórica durante o festival. Desde o moletom Balmain até o figurino dos seus bailarinos e backing vocals, o amarelo chamativo foi a escolha de Bey para vestir um show que falava de desigualdade de gênero e representatividade racial. O poder da cor favorita da geração que cresceu entre hashtags, selfies, #Black Lives Matter e #TimesUp parece residir exatamente na sua capacidade de representar causas e produtos que fazem parte da época tumultuosa dos Generation Z’ers— não à toa, a cor do SnapChat, rede social preferida da geração é o amarelo.

No entanto, o novo yellow não é restrito à geração que lhe deu seu nome. Ao contrário da palidez do rosa millennial – que parece querer passar desapercebido – os tons de mostrada e banana superacesos chamam atenção e são queridos por muito mais gente além de Beyoncé. O amarelo é mais unisex além de ser, sem dúvidas, mais alegre em comparação com seu oponente. Outro trunfo do tom – e talvez um dos mais importantes – é sua universalidade. De placas de trânsito, passando por táxis até luzes neon, cúrcuma e girassóis, o amarelo possui uma versatilidade que outras cores apenas invejam.

As evidências da investida amarela estão por toda parte. Quem lembra da capa que Rihanna ostentou na escadaria do Met Ball de 2016? Beyoncé (ela de novo) elegeu vestido de camadas e camadas de babados mostarda para o clip de “Hold Up”, em que ela desfila com um taco de baseball na mão. No cinema, a menção honrosa fica com o vestido amarelo-canário usado por Emma Stone para a cena clímax de La La Land.

Na moda, o amarelo vem entrando com cada vez mais força no guarda-roupa. Virgil Abloh alçou seu nome – e o da sua Off-White – com os acessórios que imitam fitas de alerta em amarelo industrial. A cor também foi fio condutor dos desfiles da Louis Vuitton para o inverno 2018 e é uma das favoritas do novo queridinho da moda, Jacquemus. Resta apenas saber se o amarelo geração Z terá o mesmo destino do rosa dos millennial. Só o tempo dirá.

Unique Fashion Team

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