Tin-tin!

Um brinde às razões que nos levam a celebrar e erguer nossos copos

Seja levantado um copo antes de uma refeição ou celebrando uma ocasião especial, brindar é o ato mais simbólico que honra um momento e o faz perdurar. Algumas pessoas realizam o ritual como um sinal de boas maneiras, enquanto outros vêem a tradição como parte importante de sua herança cultural. Independente do motivo, o famoso “cheers”, “santé” ou “saúde” tornou-se uma maneira de não só tomar um líquido, mas também de ingerir um sentimento de respeito e camaradagem em reuniões sociais.

Embora a origem do brinde tenha origens inexatas, o que se sabe é que as celebrações envolvendo álcool datam do período neolítico. Já o brinde em si – ou o ato de erguer o copo durante uma celebração festiva – ganhou popularidade nos tempos medievais, enquanto “gregos e fenícios brindavam em suas reuniões”, conta Jennifer Rahel Conover, autora do livro “Toasts for Every Occasion” (“Brindes para Todas as Ocasiões”).

O termo vem da ação, de derramar um pouco de bebida no chão, ato praticado pelos romanos como símbolo de oferecimento do líquido a suas divindades. Cerca de metade da população mundial ainda realiza essa tradição. Porém, dependendo de onde você estiver, a etiqueta e o significado de brindar pode variar de forma e intensidade.

No Japão, beber é um ritual social ligado aos negócios. É importante esperar que alguém diga “saúde”, ou kanpai, antes de tomar seu primeiro gole. Quando se trata da cultura alemã, manter o contato visual com cada pessoa que você bate os copos é crucial. Já no Reuno Unido e Hungria as pessoas tendem a brindar apenas erguendo os copos e não encostando-os.

Ao longo do tempo, as tradições de brindar foram transmitidas de geração para geração. Mesmo que brindar nos séculos anteriores tenha feito parte de uma etiqueta hierárquica complexa e hoje seja um ato mais flexível, o ritual ainda tem o mesmo princípio: representa o ato de boa vontade e solidariedade ao compartilhar uma bebida. E então? Tin-tin!

Marina Beltrame

Jornalista por formação, mas viajante por opção, Marina deixou a redação da Vogue Brasil para cair no mundo: Austrália, Indonésia, China, Mongólia, Canadá e em breve Israel. São as delícias, encontros e inquietudes desta vida nômade que dão origem aos seus textos oníricos, sempre belamente ilustrados pelas imagens da amiga fotógrafa Renata Chede.

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